15 dezembro 2010

Peço a atenção de todos nessa sala, por favor.

Senhoras e senhores, tenho apenas algumas perguntas: alguém aqui tem problema de coração, ou de pressão, ou sabe voar? Pois estamos no 18º andar e o 11º andar está pegando fogo. Então, eu peço, gentilmente, que ninguém pule pela janela, e que faça uma fila indiana e desçam calmamente pela escada. Mas respirem bastante antes de saírem, porque a escada já está cheia de fumaça. Bem, era isso. Obrigada pela atenção.

10 dezembro 2010

O cigarro mata. E o amor?


"A: Você tem um cigarro?


B: Estou tentando parar de fumar.

A: Eu também. Mas queria alguma coisa nas mãos agora.

B: Você tem uma coisa nas mãos agora.

A: Eu?

B: Eu."


Retirado do livro Morangos mofados de 

02 dezembro 2010

Foi bom te conhecer.

Acho engraçado pensar em nós, afinal, a nossa história não existe, foi uma coisa de um dia. E só. Mas eu lembro... Lembro do seu sotaque; da sua boca, que se encaixou tão bem na minha; do seu sorriso, que me encantou, por ser tão sincero; do seu abraço, que me envolveu e me fez sentir protegida, mesmo que por míseros minutos; do seu jeito carinhoso de passar as mãos em meus cabelos; da maneira como você implicava comigo toda vez que eu te mordia e ficava com medo de ter machucado; da sua possessividade de não querer me soltar. Eu lembro de você. Eu lembro de nós. Você, que eu só vi uma vez, e provavelmente não verei mais. Nós, que nunca existiu. Um momento que apenas aconteceu. Mas apesar de eu achar engraçado lembrar: eu lembro. E sorrio sempre ao recordar.

29 novembro 2010

18 anos, inconsequente.

Hoje às 22:54 horas eu irei completar 18 anos e 4 dias de vida. Para quem não entendeu, o meu aniversário foi quinta-feira. Queria ter postado aqui no dia certinho, mas como esse ano foi o aniversário da "maioridade" tinha muitos planos e coisas para fazer, então não deu. Foi praticamente uma maratona de comemorações: terça, bolinho na casa da minha irmã; quarta, comprar roupa para as bagunças; quinta, jantar com a família; sexta, churrasco com os amigos do Rio; sábado, boate com os amigos de Niterói; e fechando no domingo com o show do Victor e Léo. Como diria um amigo meu "muuuuuuuuuuito legal!". E bem, agora eu já tenho 18 aninhos, já posso beber, ser presa, ir para um motel e coisas desse tipo. Não que eu nunca tenha feito isso. haha Brincadeira. Enfim, PARABÉNS PARA MIM ATRASADO! MUITAS FELICIDADES, MUITOS ANOS DE VIDA! MUITO AMOR, DINHEIRO, DINHEIRO, DINHEIRO E PAZ! HAHA Porque eu mereço! ((=

20 novembro 2010

Draco Dormiens Nunquam Titilandus.

Lumus. Um ano. É mais ou menos esse tempo que falta para o fim. Não o fim literalmente, porque afinal, Harry Potter está dentro de mim, faz parte de mim, e isso o torna eterno - por mais que a eternidade, nem eu mesma possua. Mas, o fim do filme se aproxima, e assim como eu chorei bastante quando o último livro acabou, tenho certeza que irá suceder novamente. Quando o último livro foi lançado e eu o peguei em minhas mãos já senti que aquela leitura não seria fácil, pois nunca fui boa em dizer adeus para as pessoas que eu amo. E então quando eu o abri e li "e para você que ficou com o Harry até o fim" não me aguentei e comecei a chorar. Sim, comecei a chorar desde a dedicatória, e foram milhões de lágrimas durante o livro inteiro, até a última palavra do livro. A cada página que eu lia o meu coração ficava cada vez mais apertado porque eu sabia que o fim estava se aproximando e ainda tinha aquela expectativa de quantas pessoas mais a JK iria matar. O Harry talvez?! Só que pensando bem, talvez a crise de choro dessa vez seja até maior, porque quando eu terminei o livro, sabia que haveria mais um filme para me confortar, mas agora, o filme acabando simplesmente... Acabou! (...) Porém, eu não fiquei com o Harry até o fim. Como eu já disse, a saga Harry Potter é eterna. Porque o fim não existe. Já a eternidade, sim. No meu coração. Nox.

10 novembro 2010

"Mas gosto de perceber..

(...) que as dores são cada vez mais rapidamente superadas."


De tanto sofrer você aprende, que a dor de agora, amanhã já se foi. Então você tem que ser forte e suportar, porque logo outra dor virá. E assim vai ser, sempre. E você vai sobreviver, sempre.

“Você pensa que nunca vai esquecer, e esquece.
Você pensa que tudo é eterno, mas não é.”

05 novembro 2010

Cheiro bom (do coração).

Pasmem, mas quando eu sinto cheiro de suor eu lembro de alguém que eu gostava muito (e que eu ainda gosto, porque não?!). Sei que vocês devem estar pensando o quanto é nojento isso, só que, vão por mim, há uma leve diferença na fragrância do suor para o fedor. E, obviamente, tenho que defender a minha nostalgia: eu me lembro de suor porque eu sempre o encontrava sexta-feira à tarde, e nessa hora ele estava, normalmente, no meio do futebol. Então, quando me via, simplesmente saia correndo do campo, largando o jogo independente do que estivesse acontecendo, e vinha me abraçar... Todo suado. Completamente suado. No começo eu ficava com nojo e com raiva. Gritava para ele me largar e só parava quando já estivesse livre. Mas depois que ele se afastava e voltava para o jogo, eu percebia que o preferia suado, me abraçando, do que suado e longe de mim. Porque, queridos, vão por mim, há uma leve diferença entre um abraço suado sem amor e com amor.

01 novembro 2010

Esquina, paranóia delirante.

Ela decidiu ir almoçar com um casal de amigos em um restaurante ali perto. Não sabia ao certo o porquê de estar fazendo aquilo, já que estava querendo economizar dinheiro e a sua tia havia oferecido o almoço em sua casa. Mas mesmo assim foi. Talvez por causa do jeito meigo pelo qual foi chamada pelo casal. Ou, talvez, tinha a esperança de esbarrar com Alguém no caminho. Enquanto almoçava, tentou evitar ficar olhando pela janela do restaurante, na esperança de que Alguém passasse; porém, não conseguiu. O desejo de encontrá-lo novamente era forte. Pensou que realmente o destino estava contra ela, e que não esbarraria com esse Alguém tão cedo... Foi aí que ele passou. Imediatamente ela abriu um largo sorriso, e ficou esperando que ele se virasse e a visse ali, e resolvesse lhe dar um simples ‘oi’ que fosse. Só que ele não olhou na sua direção. Simplesmente não a viu e passou direto. É, se foi. Terminou de almoçar, conversou mais um pouco com o casal de amigos, pagou a conta e foi embora, pois tinha que ir para o trabalho. Quando dobrou a esquina, porém, viu Alguém parado em um ponto de ônibus. Em seu rosto abriu um largo sorriso novamente, mas, ela ficou em dúvida se falava com ele ou não. Resolveu falar, afinal, sabia se não o fizesse, depois iria se arrepender. Deu um esbarrão em Alguém e virou para pedir desculpas. Riu fingindo estar surpresa por encontrar com ele ali. Ele também riu – talvez por saber que ela fez de propósito, ou simplesmente por estar feliz em vê-la novamente, de qualquer forma, foi um bom sinal. Conversaram um pouquinho, e como sempre, ela ficou nervosa na presença dele, e acabava se enrolando – torceu para que ele não estivesse percebendo. Falaram sobre o colégio, sobre o futuro, o destino de cada um no mundo. Para ela aquela conversa durou horas, apesar de estar ali menos de meia-hora - desejava muito que não tivesse fim. Despediram-se. Pensou se o abraçava ou não. Ah, como ela sentia saudades do abraço dele! Mas, não... não o fez. Simplesmente deram um aperto de mão e um sorriso. Ela se virou e foi embora, o deixando ali, esperando o ônibus. Assim como ele faria no futuro, a deixando ali, e pegando o seu avião, para longe. Bem longe.

28 outubro 2010

Senhores passageiros,

Eu sempre tive uma vontade louca de escrever algum texto, por mais aleatorio que fosse, no aeroporto. Agora, adivinhem aonde eu estou? Palmas para quem disse aeroporto de Viracopos, em Campinas! Ok, palmas para quem simplesmente disse aeroporto. haha Claro que eu nao estou escrevendo o texto em tempo real, porque, para a minha vontade ficar completa, falta apenas o notebook (deixo, porem, o aeroporto + texto aleatorio+ notebook para quando eu for para Londres! rs). Estou escrevendo o texto atras da capa da minha apostila de geografia (que eu trouxe para estudar, pois tenho prova segunda feira, porem... nao consegui, mas enfim rs.). e a mulher que esta sentada do meu lado fica toda hora me olhando, tentando imaginar, talvez, o que eu estou escrevendo. Gente fofoqueira e' um problema. haha
Entao, queridos, voces ja andaram de aviao? Gostaram? Sentaram no corredor e passaram a viagem inteira de olhos fechados desejando chegar logo em terra firme, ou foram na janela e ficaram animados com as nuvens e super se divertindo quando tinha tuburlencia? Bem, eu sou do tipo que chora para sentar na janela e fica que nem uma criancinha rindo e tirando fotos das nuvens e de tudo dentro do aviao. Cheguei a conclusao de que: a minha vida 'e viajar! Eu amo, sou apaixonada e louca para viajar SEMPRE! Seja para o interiorrrrr ou para Nova Iorque. Ate hoje eu so fui para um lugar fora do Brasil (Uruguai!) e dentro so para SP e ES, mas mesmo assim, eu me sinto completa quando estou viajando e conhecendo lugares e pessoas.
Enfim, 'e isso. Eu disse que nao ia ter muito nexo esse texto, era simplesmente uma vontade minha de escrever no aeroporto sobre... qualquer coisa. Agora eu tenho que ir, porque ainda vou pegar um onibus para Sorocaba, aonde vou encontrar a minha linda amiga Leticia!
Beijos, obrigada pela atencao e tenham uma boa viagem!

23 outubro 2010

Querido John,

Não me contive e tive que lhe escrever esta carta. Acabei de ler sobre a sua história de amor com a linda Savannah Lynn Curtis, e me encantei. O encantamento pelo amor de vocês foi tanto, que me senti parte de vocês dois, e devorei esse amor em dois dias, que para mim foram anos de espera. Até agora sinto o meu coração acelerado quando lembro de vocês e do amor que os ligou durante tanto tempo. Um amor forte, que a distância não foi capaz de destruir. Porque, apesar dos pesares, a Lua ainda é de vocês. Esteja ela cheia, nova, miguante ou crescente. Obrigada por terem me dado a oportunidade de sentir um pouco do amor verdadeiro e eterno, mesmo eu não acreditando muito nessa eternidade, aqui no mundo real. Porque como você mesmo disse "Por um breve instante, é como se estivessemos juntos de novo". Eu sempre estarei com vocês. E com a Lua.

Com amor,

Bruna.

17 outubro 2010

Ninguém pode fugir do amor!

"Você se casou com um sonho.
Um sonho que roubou a sua alma. (...)

Eu sei que você a ama.
Afinal, como você poderia a odiar tanto, se não a amasse."

09 outubro 2010

Diz que os olhos veem, e o peito já sente..

E lá estava ela, entregando quem ela tanto queria para aquela que tanto a queria bem. Os apresentou, viu o olhar dos pombinhos se encontrarem e um lindo sorriso bobo brotar nos lábios de cada um. Depois viraram para ela e sorriram ainda mais, em agradecimento. Eles estavam felizes. A cúpido também... A verdade é que ela não sabia direito o que estava sentindo. Tudo estava tão confuso. Por um lado a felicidade reinava em seu coração, afinal, pela primeira vez sua amiga estava conhecendo o amor de perto; e ao ver aquela felicidade brilhando nos olhos da menina, era impossível não ficar feliz pela amiga. Mas, ao mesmo tempo em que a felicidade dominava, o ciúmes lutava por um espacinho, pois aquele garoto que estava começando a virar o príncipe da história de sua amiga, era o príncipe que ela havia desejado. Era ele quem ela queria que fosse o seu herói. Aquele que enfrentaria o dragão para salvá-la da torre. Aquele que lhe daria um beijo apaixonado, e a acordaria do sono eterno. Aquele que viria em um tapete voador, e lhe mostraria um mundo melhor. Aquele que salvaria a ela e a sua tribo das mãos do homem da cidade. Não importava qual fosse o conto de fada, ela simplesmente queria que ela fosse a princesa, e aquele seu príncipe. Mas, não... A realidade não era aquela. A princesa, afinal, era uma das suas melhores amigas, e ela, apenas a fada madrinha. Pensou por um instante em arranjar uma desculpa e levar o príncipe para longe dali. Longe das duas, num lugar que ele não pertencesse a ninguém... Foi então que alguém a chamou, e fez com que saísse do transe. Sua amiga lhe olhava e sorria, quando viu aquele sorriso feliz, a menina percebeu que não estava pensando como uma fada madrinha, e sim, como uma bruxa. Não! Ela não seria a bruxa do conto de fadas da sua amiga. Então, simplesmente sorriu, respondeu alguma coisa e saiu andando. O príncipe e a princesa não entenderam nada. A gritaram, pedindo para que ela voltasse. Ela não ia voltar. Apenas acenou e foi seguindo o seu caminho. Estava na hora dela procurar realizar o seu conto de fadas, mas com o seu verdadeiro príncipe. Onde ele estava? Ainda não sabia, mas iria procurar... E, então, em um passe de mágica, sumiu.

04 outubro 2010

Beija eu, me beija. E deixa o que seja ser...

Já era tarde. Eles tinham que se despedir, pois cada um seguiria seu caminho, e estes eram diferentes. Ela ia procurar mais farra. Ele ia para a casa. “Tchau” foi o que ela disse, e ele repetiu em seguida, mas nenhum dos dois se mexeu. Ficaram ali, se olhando durante algum tempo. Muito tempo? Pouco tempo? Impossível saber quando se esta perdida nos olhos de alguém. Foi então que ela se mexeu para se despedir direito, dando-lhe um beijo na bochecha. Outro beijo na outra bochecha. Um terceiro beijo estava por vir, mas esse em um lugar especial. Aproximaram-se, sem mesmo perceber. Porém, quando suas bocas estavam quase se encontrando - coisa que haviam ansiado a noite inteira - bateu um vento, e o cabelo da menina voou sobre a sua face, impedindo que a boca dele acertasse a dela, batendo na trave. É... Talvez não fosse mesmo para acontecer. Ela riu sem graça, e ele também. E então sem querer, mas o tendo que fazer, ela foi embora, reclamando com o vento o motivo de sua direção. E o menino ficou ali, esperando a sua carona chegar.

(...) Mas, talvez, esse não fosse o fim. Apenas o começo.

02 outubro 2010

Me pega, mas não se apega!

Era essa frase do título que estava escrito ontem na camisa de um menino lá na Lapa. Eu fiquei olhando e acabei pensando em mim e nos meus rolos... Eu já tive um coração mole. Mais mole que pudim de leite. Mole, mole, mesmo, sabe? Apegava-me fácil, apaixonava-me fácil, entregava-me fácil e sempre para pessoas que não estavam nem aí para mim, do tipo que só me queriam por diversão ou que simplesmente nem me queriam. Minhas amigas me chamavam de 'mulher de malandro' por causa disso, já que quando aparecia alguém que fazia questão de mim, eu não fazia questão da pessoa. Só que não é assim... Eu simplesmente não tenho culpa de sempre quem se interessa por mim, não conseguir chamar minha atenção de um jeito que eu fique ansiosa para ficar junto daquela pessoa. Acabou que com o tempo meu coraçãozinho foi ficando menos mole, menos mole, até que... Não, ele não virou um coração de pedra! Agora ele é simplesmente um coração normal. Não se entrega fácil e se protege. Porque, convenhamos, não achei meu coração no lixo para entregá-lo para qualquer imbecil que cruzar o meu caminho. (...) Ironicamente, a minha amiga que tinha um coração de gelo, arranjou certo alguém que com o calor do afeto está conseguindo contornar a situação e derreter o coraçãozinho dela. E para esses dois, eu desejo toda a felicidade do mundo!

24 setembro 2010

19 setembro 2010

'We are young, we run free.'

Assim é bem melhor. Sem segredos, sem mistérios. Pratos sujos em cima da mesa, agora limpos estão. Um jeito de recomeçar, uma vontade de recomeçar. É só tentar e fazer por merecer. Porque a verdade sempre é certa. A mentira só atrapalha, confunde, machuca, sempre acaba em dor. Feche seus olhos, respire, pense em tudo e reflita. Fale o que está sentindo. Tudo. Mas ouça também. Ouça devagar e com atenção, para que não haja erro de interpretação. Porque não é só no final que tudo vai dar certo, no meio também pode dar. Viva, mas viva de verdade.

"We are young, we run free
Stay up late, we dont sleep
Got our friends, got the night
We'll be alright"

13 setembro 2010

Por falar em saudade, onde anda você?

Essa tal de saudade que bate na porta, as 4 da tarde, e leva a minha paz. Essa tal de saudade, que vem de repente, e que mexe comigo e gruda demais. Essa tal de saudade que me deixa pensando no que já passou e não volta mais, com aquele gostinho na boca, de quem quer de novo. Essa tal de saudade que fica no peito, me tira o sossego, sem as vezes eu saber saudade de que. Essa tal de saudade...

10 setembro 2010

Não fique (longe), por favor!

Eu tenho medo de ficar desejando que o tempo passe rápido, para que assim eu não tenha mais que te ver todos os dias, e não tenha que ficar escondendo e guardando isso tudo que eu ando sentindo por você. Medo de ficar desejando que a vida nos separe. Você seguindo seu destino na América do Norte, e eu indo para a minha Europa, que tanto me espera. Talvez desejar o ser amado do outro lado do Globo Terrestre, seja uma atitude insana. Mas não é. Eu só não quero mais viver esse nosso momento, que é só meu, que só eu vivo. Que dói. Porque eu cansei de escrever essa nossa linda história de amor que não existe, mas que cisma de ficar surgindo na minha cabeça, sem veracidade alguma, sem autorização. Doce ilusão, saía de mim! Enquanto o calendário se nega em mudar correndo os meses, eu vou desejando para que apressem os ponteiros dos relógios. E, pensando bem, talvez seja melhor que a amizade não continue, por mais que isso seja egoista da minha parte. Que você simplesmente guarde lembranças boas da nossa amizade, da cumplicidade que nós tivemos no colégio, e nada mais. Espero que você não sinta saudades, pois assim não vai resolver me procurar em um dia qualquer, ou mandar um recado, ou quem sabe pior: me ligar. Não me ligue. Não posso ouvir a sua voz após tanto tempo longe de você, se não, você vai me fazer a pessoa mais feliz do mundo. Mas por pouco tempo. Porque depois eu vou lembrar de tudo que eu nunca te disse. Do meu amor. Do meu medo. Da minha insegurança. Da minha falta de coragem. Afinal, por mais que a gente nunca desse certo, como eu ansiava, eu pelo menos podia ter me arriscado, porque não se pode ter certezas sobre o sentimento, ainda mais quando é o de outra pessoa. E, então, a culpa vai me dominar por nunca ter deixado as palavras, que o meu coração tanto queria que o seu ouvisse, saíssem da minha boca: eu te amo. Antes eu tivesse contado, porque mesmo que em seguida eu ouvisse um “obrigado, mas você é minha amiga”, eu pelo menos teria tentado ser feliz com você.

06 setembro 2010

Alô, alô, Rio de Janeiro, aquele abraço!

Engraçado como um feriadão pode mudar a gente. Uma ida para a casa da mãe no Rio. As amigas de Niterói na mala. Os amigos do Rio na espera. A vontade de esquecer certos suspiros, e recordar outros. Um chuveiro sem poder ser utilizado. Caça ao banho na casa de alguém. Uma cervejada da rapoza com z. Um beijo. A zoação sobre o beijo. E depois mais beijos. Uma marca no pescoço. Dormida na mesa do Habibs. Escolher entre Lapa ou Couto. Acabar indo para a casa. Discussão sobre quem está com o dinheiro. Caminhada de madrugada no meio da rua até o ponto de ônibus. Ir ouvindo um pagode dos antigos na van. Chegar. Chorar por um banho. Cogitar a piscina do prédio. Descobrir que o chuveiro de casa já está funcionando. Pular de alegria. Horas no banho. Cama. Acordar. Ficar preocupada com a amiga que foi para o hotel com um amigo. Fudeu. Ou não. Espero que não literalmente. Fofocar. Implorar para todas ficarem. Sobrar uma. Caçar outro chuveiro. Banho. 30 ônibus até chegar na esquina aonde o vento faz a curva. Show do ex namorado. Só gente estranha. Pela primeira vez se sentir a mais normal. Babar pelo ex namorado na bateria. Que orgulho. Voltar para a casa. Longe, bem longe. Resolver ir para a Couto. Vinho. Esbarrar com o beijo da noite anterior. Ser ignorada. Ignorar. Reclamar. Chegar em casa e ver um pedido de amizade no orkut. Se contentar. Banho. Dormir. Ficar na dúvida sobre voltar para Niterói, e assistir as aulas da manhã e da tarde, ou continuar no Rio. Decidir ficar. Guerra para escolher o que fazer. Cinema, então. Shopping muito cheio. 20 minutos para sair do estacionamento sem pagar. Corre. Parmê. Ficar gritando 'muito legal'. Falar coisas nojentas. Rir que nem uma favelada. Dar 5 centavos de troco. Voltar para a casa. Brigar por não querer ir sozinha na Couto. Chegar na Couto e esta estar muito cheia.. de espaço vazio. Fazer o que. Ficar na Couto 1 hora. Voltar para a casa. Escrever no blog. Recordar como o Rio de Janeiro é lindo. Como sou feliz aqui. Esse é o meu lugar. Saber que sexta-feira tem mais. Muito mais.

31 agosto 2010

Devolva meu travesseiro.

Acordar para ir ao colégio, às seis horas da manhã, era um sufoco, mas então você veio. A verdade é que não veio, mas sim, voltou. Para mim? Acho que não, puro desejo meu. Só sei que agora despertar cedo para estudar ganhou certa graça. O dia ganhou vida. Meu coração ganhou um ritmo de samba, mas daqueles sambas de carnaval bem altos e cheio de batuque. Tun tun tun tun tun. E assim vai, a manhã inteira. Às vezes tenho a sorte de já te encontrar na entrada. Às vezes não. Mas quando o encontro, meu coração se acalma, já fica feliz, meio que completo. Nunca totalmente. Não sei se isso é bom, porque depois a vontade de te ver no intervalo só aumenta, e o estômago começa a revirar, como se reclamasse, por não aguentar mais ouvir o meu coração gritar seu nome. Toca o sinal, e eu salto da cadeira, assim como o meu coração quase salta pela boca. Saio correndo como quem não quer nada. Entro na fila da cantina para disfarçar e te procuro. Não sei por que o faço, já que você sempre está naquele mesmo lugar. Esperando por mim? Talvez. E lá vou eu, falo com algumas pessoas, mando beijos, sorrisos, e corro ao seu encontro. Corro para os seus braços. E foi indo assim, durante algumas semanas. Intervalo, eu, você, conversas, risadas, abraços. Até que um dia não teve mais o abraço no final. Depois o silêncio foi tomando o espaço das conversas. Mais tarde as risadas foram perdendo o sentido. Foi então que chegou o dia em que nem você estava mais ali. Não mais para mim. Nesse dia, me perdi e desejei com todas as minhas forças não ter saído da cama.

28 agosto 2010

Sobre vinte e sete de agosto.

Há 29 anos e 1 dia atrás, meu irmão nasceu. Há 25 anos e 1 dia atrás, minha prima nasceu. Há 20 anos e 1 dia atrás, minha amiga nasceu. Há 10 anos e 1 dia atrás, minha outra prima nasceu. Há 5 anos e 1 dia atrás, eu terminava o namoro com o meu primeiro amor. Há alguns anos e 1 dia atrás muita pessoas nasceram, outras morreram, assim como amores e sonhos. Acho engraçado como tanta coisa pode acontecer ao mesmo tempo. Mas não é sobre isso esse post, e sim, sobre o nascimento deste blog. Porque:

E Nasceu O Era Uma Vez há 2 anos e 1 dia atrás.

Nem acredito que já são 2 anos! Por mais que seja cliche, eu tenho que dizer... Como o tempo passa rápido. Tanta coisa que vivi, tanta coisa que eu sonhei, tantos amores, sonhos, pensamentos, histórias, enfim, tanta tanta tanta coisa que veio parar aqui. Obrigada pela companhia de vocês durante esses 2 anos! E espero poder encontrar com vocês daqui há 364 dias, para comemorar o aniversário do meu melhor amigo, do meu confidente, do meu blog, novamente.

23 agosto 2010

Minha melhor amiga.

Há uma garota que eu sempre encontro e que me lança um olhar que invadi a minha alma. Parece que ela me conhece tanto, e são raras as vezes que lembro de ter a visto. Ela é linda. Parece uma boneca de porcelana, que pode se quebrar a qualquer momento, mas pelo o seu olhar eu sei que é pura aparência, porque ela é uma mulher forte. Essa garota quando esbarra comigo, sorri e sempre diz que tudo vai ficar bem, quando eu estou mal; e fico me perguntando como ela sabe o que eu sinto, se nunca lhe falo. E quando estou alegre, ela apenas ri e me abraça. Nunca lhe sedi intimidade para isso, mas, por mais que certos abraços me incomodem, o dela me faz bem. Ela me faz bem. Mesmo quando ela tenta me ajudar, dando conselhos, mostrando o caminho certo e eu me negando a escutar, ela continua ali, firme, esperando o momento em que eu largarei de ser cabeça dura. A verdade é que eu não sabia quem era essa garota, porém a tinha como minha melhor amiga. Nunca perguntei o seu nome ou aonde residia, até que um dia eu esbarrei com ela na minha casa, quando me olhei no espelho. Eu, assustada, sorri e ela retribuiu o mesmo sorriso carinhoso. Foi quando eu percebi quem eu era de verdade.

16 agosto 2010

Perdida no tempo.

Ela não sabia direito como havia chegado ali; não lembrava que caminho tinha percorrido até o topo daquela montanha. Ficou meio atordoada no começo, queria descer, pois seu medo de altura era enorme, porém, assim que olhou para baixo e viu que dava para ver por cima das nuvens, ela se rendeu. Como aquela vista era bonita! As casinhas, as árvores, os carros, tudo ficava tão pequeno dali de cima. O Sol, porém, parecia estar bem a sua frente, mas a luz não a incomodava e muito menos o calor. Ela se perdeu em pensamentos, admirando aquilo tudo. Só percebeu que já estava escurecendo, quando o Sol estava indo embora e a Lua se pondo em seu lugar. Nossa, como a Lua estava perto! Não se lembrava da última vez em que a havia visto tão grande e branca, e tão... perto. Parecia que a podia tocar, e foi o que ela tentou fazer; em um lapso esticou as mãos em direção à lua tentando segurá-la. Esticou-se tanto que acabou caindo, pelo menos foi o que deveria ter acontecido, já que ela estava no alto de uma montanha e tinha acabado de se inclinar totalmente para frente. Mas, não, ela permanecia na mesma altura. Ela estava voando. O que era aquilo tudo? Somente quando finalmente encostou na Lua que se lembrou do dia anterior. O acidente. O hospital. Seu coração parando de bater. Ela havia morrido. Seu destino agora era ser um anjo. Um lindo anjo.

21 julho 2010

A: Quem é você?

B: Como assim, quem sou eu? Você me conhece...
A: Tem certeza? Não estou lembrada.
B: Claro que tenho. Sou eu, o amor.
A: Ah, então é por isso que me falhou a memória. Passei meses tentando te esquecer, e acho que consegui.
B: Me esquecer, porque?
A: Porque você não me faz bem.
B: Mas ninguém vive sem mim.
A: Oras, não seja pretensioso. Quem faria questão de te ter na vida? Você causa noites mal dormidas, lágrimas, falta de apetite, saudade.. resumindo: dores.
B: Compreendo o seu pensamento, mas não sou apenas isso.
A: Claro que é, eu senti na pele! Agora, xô, saía daqui.
B: Tem certeza que me quer longe? Você não faz questão de sentir borboletas no estômago, ter vontade de sorrir o tempo todo, sonhar acordada, cantarolar músicas, se sentir completar... resumindo: ser feliz?!
A: Ser feliz?! Isso, é claro que, eu gostaria.
B: Então...
A: Mas eu não sei quem faz isso... Espera, é você?
B: Sim! Não lhe garanto isso todo o tempo, mas, vale a pena às vezes em que as dores ocupam o lugar da felicidade, pois depois ela volta.
A: Ah...
B: Me aceita na sua vida novamente?
A: Sim! E você pode ficar pra sempre?
B: Isso não sou bem eu que o digo... Mas, afinal, a senhorita não se apresentou...
A: Eu? Sou apenas alguém que está descobrindo o que é o amor.

19 julho 2010

My dirty little secret.

Eu tenho um pequeno segredo. Talvez com uma irrelevante diferença do que seja pequeno para mim e para você. Nunca fiz questão de compartilhar-lo. Quando se compartilha um segredo, ele o deixa de ser? Enfim, não sei, e também não faço questão da explicação. Apenas sei que hoje o esconderijo onde estava o meu suave segredo não aguentou a pressão e explodiu, abrindo assim as portas para o mundo. As portas da minha boca, que foi por onde a voz escapou e fez as palavras saltarem. Ou seriam meus dedos os culpados dessa confusão? Estou cheia de dúvidas, não? Mas, eu fui lá e contei. Sem querer, ou não. A verdade é que eu gritei, pois não aguentava mais. Aposto que a curiosidade já lhes deve estar matando. Aquela história de que a curiosidade matou o gato é mentira. Matou também o cachorro, o rato, passarinho, o homem, a mulher... Eu sou uma mulher. Uma menina mulher, que virá a ser uma mulher menina, se todos esses sonhos que eu tenho me permitir, e cheia de segredos. Era sobre o meu pequeno segredo que eu ia falar, não, é? Pois, meu bem, esse segredo já não lhe convém. Zip.

"Diga-me tudo o que você jogou fora. Ache jogos que você não queira jogar. Você é o único que precisa saber. (...) Eu lhe contarei meu pequeno segredo sujo. Não conte a ninguém ou você será só outro arrependido. Espero que você possa guardá-lo."

08 julho 2010

A amarelinha que ficou escondida.

É engraçado como a gente cresce, e não percebe, ou até se perde. Há pouco tempo (pelo menos é o que parece...) brincávamos de boneca; assistíamos desenho animado; queríamos ganhar tudo o que desejávamos, e na hora em que a gente mandava. Jogávamos queimado e pique bandeira; saíamos acompanhados dos pais sem nos importar, fosse para o cinema ou para o parque de diversão; enchíamos a pança de chocolate, batata-frita, refrigerante e nem aí para o nosso peso e não nos preocupávamos em passar no colégio, já que o que queríamos mesmo era aprender. Só que hoje não é assim. As coisas mudam, a gente muda, tudo muda. As bonecas foram substituídas pelos beijos na boca, e algumas meninas ganharam até a sua boneca real; vemos Big Brother Brasil e outras coisas super produtivas na televisão (conhece a palavra ‘irônia?), em vez de pegar um livro e ler; economizamos (ou pelo menos tentamos), pois sabemos como a situação está difícil. Não se pode mais ficar na rua, pois é perigoso e ninguém mais quer sair de casa pra se divertir, porque acha mais legal ficar em enfurnado na frente do computador. Sair com os pais, nem pensar, preferimos não sair a ter que levar os nossos 'velhos' com a gente; comer então, nem se fala, qualquer coisinha só é ingerida após conferida a sua quantidade de caloria e passar no colégio agora é a coisa mais sofrida do mundo, porque preferimos não fazer nada, do que "perder" o nosso tempo estudando... E a maior mudança (e preocupação) de todas: o ano do vestibular. Mas sobre isso eu falo em algum outro post, é um assunto maior, ao qual quero me aprofundar.

03 julho 2010

Te deixar ir, mesmo sem querer.

O que mais me atormenta agora, não é o fato de eu ter chorado todas as minhas dores, causadas por esse amor não resolvido, na sua frente, mas, sim, por ter alegado que eu vou te esquecer, o que não é verdade. Eu nunca vou te esquecer! Só que eu não posso mais ficar falando aos quatro ventos sobre como eu te amo, te quero, te desejo, te aspiro, te venero. Agora, eu tenho que fingir que você é apenas um qualquer na minha vida. Não poderei mais citar seu nome. É tão triste, que eu perco até as palavras, me enrolo nos pontos. Nos pontos da vida, do coração. Queria que as lágrimas que caem dos meus olhos, a todo momento, levasse esse pesadelo, mas, não... Sei que você sempre vai estar comigo, e o pior, é que eu não quero que você me deixe.

(Esse texto é antigo, só o postei pois não tinha outro para postar haha Beijos, lindos e lindas. Ah, desculpe-me o atraso para responder os comentários, farei isso agora!)

20 junho 2010

Meu Brasil brasileiro.

É engraçado como brasileiro só tem orgulho de ser brasileiro em época de Copa, né? Me desculpe, mas eu tenho o Brasil tanto no nome como no coração, e não apenas de 4 em 4 anos, mas todos os dias... eternamente!
E podemos não ter conseguido o Hexa dessa vez, mas 2014 está ai, e nós vamos ganhar em casa!

16 junho 2010

Bruna gosta de Bruna, pretende ser Bruna eternamente.

Bruna gosta de livros, pretende ter uma biblioteca gigante em casa. Bruna gosta de escrever, pretende lançar milhões de livros e cultivar seu blog até a velhice. Bruna gosta de comer, pretende fazer um curso de culinária e abrir um restaurante. Bruna gosta de ver filmes, pretende comprar um cinema, que tenha filmes 3D. Bruna gosta de nenês, pretende ter sete filhos... Mentira! Pretende ir sempre a um orfanato dar carinho para as crianças (porque dinheiro tá difícil). Bruna gosta de Londres, pretende morar lá, algum dia. Bruna gosta de Harry Potter, pretende ir para Hogwarts; apenas está aguardando a sua carta chegar, mas acredita que seu tio a escondeu. Bruna gosta de ficar na internet, pretende hackear o Google. Bruna gosta de dinheiro, pretende se casar com um velho rico e dar o golpe do baú... Mentira! Pretende ter um emprego gratificante que a dê gosto de fazer. Bruna gosta de viajar, pretende ter seu passaporte carimbado em cada pedacinho dele. Bruna gosta de sonhar, pretende realizar todos os seus sonhos e a aprender a respirar mais do que apenas ficar nas nuvens. Bruna ama os seus pais, pretende os congelar e fazer com que eles durem para sempre. Bruna gosta de cantar, pretende lançar um CD e virar uma rockstar... Mentira! Pretende continuar só no chuveiro. Bruna gosta do amor, pretende encontrar seu príncipe encantado no decorrer da vida, ou então um Edward Cullen em seu volvo prateado... Mentira! Pretende encontrar seu ruivão montado numa firebolt. Bruna gosta de viver, pretende ser eterna.

12 junho 2010

Cadê o boyfriend?

Não tenho namorado. Não faço questão de ter. Estou muito bem vivendo a minha vida sozinha. Talvez essa independencia dure pouco tempo ou muito, só sei que não quero ter que me preocupar com outra pessoa se preocupando comigo. Ainda mais esse ano, que o dia dos namorados (hoje, pra quem não sabe) caiu bem na véspera da prova da UERJ (mentalizem por mim, amanhã, ok?). Fora que eu sou mão de vaca e não gosto de gastar dinheiro com os outros. Enfim, o motivo de eu estar escrevendo isso, não é em homenagem ao dia dos namorados, mas, sim, ao fato de que eu estava (pra falar a verdade, estou!) morrendo de fome. Fui a cozinha serelepe pimpona ver o que tinha para comer, e não foi de meu espanto ao descobrir que não tinha nada, apenas palmito. Bem, pelo menos eu gosto de palmito. Fiquei horas tentando abrir o pote de palmito, E QUEM DISSE QUE EU CONSEGUI?!

Nessas horas que eu queria um namorado.
Mas um namorado forte, por favor!

04 junho 2010

Você me chateia, garoto.

E, então, você me entrelaça em seus braços
De repente eu esqueço (que estava chateada)
Não consigo lembrar o que você fez.

Eu desprezo o quanto eu te adoro!
Eu não suporto o quanto eu preciso de você!

Um dia desses talvez sua mágica não me afete mais
E o seu abraço não me enfraquecerá.


(Adaptação de I Hate I Love You da Rihanna)

31 maio 2010

De Chocolate bate o meu coração.

Chocolate! Talvez seja o pecado favorito de qualquer mulher (e porque não homem também?). Não importa a cor ou o tipo, tanto o branco quanto o preto, o crocante, amargo, caramelado, recheado, qualquer chocolate é chocolate. E esse pecado, por mais irônico que seja, me leva ao céu, me acalma. É como se apenas por estar deliciando um chocolate eu pudesse mudar o mundo, pudesse me tornar qualquer coisa que eu quisesse. Enfim, mesmo sabendo que são apenas delírios de uma chocolatra, sei que uma coisa eu posso mudar enquanto como chocolate: o meu corpo. Mas o que que tem, eu não tô nem aí. Vou comer, me lambuzar, e sonhar.

25 maio 2010

A pretinha.

Ilana Monk tinha três anos, apenas, quando fez sua primeira viagem aos Estados Unidos. Saindo de Buenos Aires nunca tinha visto pessoas de cor.
Desembarcada na América, foi à escola, pela primeira vez, para acompanhar outra menina, quando, de repente, percebe uma menina negra retinta. Ilana ficou olhando a menina fascinada, diantes dos olhos curiosos do pai.

- O que é que você está olhando, filhinha? - quis saber ele.

E Ilana empolgada:

- Olha, papai! Que lindo vestido cor-de-rosa que ela tem!
Pedro Bloch

17 maio 2010

Abandono essas lembranças ruins.

Acordei ofegante. Olhei a minha volta, meio atordoada. Meu quarto? Demorei um tempo para perceber aonde é que eu estava. É, eu estava de volta ao meu porto seguro. Então, aquilo tudo havia sido um pesadelo? Que alívio! Fechei os olhos, coloquei uma mão no peito e fiquei inspirando e expirando devagar, tentando fazer com que a minha respiração voltasse ao normal. A única coisa em que eu conseguia pensar, naquele momento, era que quando eu chegasse ao colégio, eu ainda ganharia o seu abraço apertado de sempre. Sorri e respirei aliviada. Só que, em segundos, percebi uma coisa: eu não estava preocupada com o fato de ter sido enganada por você - alguém que eu tanto considero -, mas, sim, preocupada de nunca mais ganhar o seu abraço protetor, - tão meu -, que eu faço questão de receber todos os dias. Só me faltava essa: você se tornou essencial pra mim. Ah, mas não ia ficar assim não, você ia ver só uma coisa! Ia levar uns belos socos, e dessa vez seriam para machucar. Ajeitei meu travesseiro e me deitei. Vou deixar você marcado, todo roxo e de olho inchado... Vamos ver se assim você aprende a não ficar atrapalhando o sono dos outros. Porém, durante o planejamento do ataque, eu acabei adormecendo, mas dessa vez, eu sonhei.

13 maio 2010

E nesse tempo todo eu (não) pude ver.

Era noite, mas por algum motivo o terceiro ano inteiro estava reunido no pátio do colégio. Alguns alunos comiam e outros jogavam. Umas línguas afiadas fofocavam e poucos bons ouvidos simplesmente ignoravam. Eu estava, no meio daquela confusão, mais ausente do que presente; quando alguém parou na minha frente, e me fez voltar à realidade. De imediato não reconheci quem era ali parado, mas depois de uns segundo lembrei já te-lô visto em uma foto. Era um amigo seu. Eu o olhei e dei um pequeno sorriso, esperando para ver o que ele queria. Então, para a minha surpresa, o indivíduo que eu mal conhecia, começou a falar milhões de besteiras sobre mim. E para piorar, quando eu achei que havia acabado, o garoto disse "Foi ele quem me contou!", e em seguida saiu com um sorriso vitorioso estampado no rosto. Congelei. Como assim você havia dito todas aquelas coisas sobre mim? Era mentira, óbvio. Tinha que ser! Foi então que eu te vi descendo as escadas, e resolvi ir falar com você. Fiquei parada esperando você chegar ao fim da escada, e quando você estava próximo, eu não resisti e te abracei, pois era uma questão de tempo para ouvir da sua boca que aquilo tudo era mentira. Porém, para minha surpresa você não correspondeu ao meu abraço, e ainda por cima me afastou. O fitei pasma e vi em seus olhos um olhar que me fez sentir o mais desprezível dos seres. Eu abri a boca pra falar, mas antes que eu conseguisse expressar qualquer coisa, você começou a jorrar palavras para cima de mim. Eram palavras podres, nojentas, malvadas, mentirosas, desagradáveis, que chegavam aos meus ouvidos como lâminas bem afiadas. Em questão de segundos o volume da sua voz havia subido, e você não estava somente falando alto, mas, sim, gritando, e o colégio inteiro estava olhando. Quanto mais você gritava, mas eu me encolhia. O que diabos estava acontecendo?! O que eu tinha feito de mal pra você?! Sempre lhe quis bem. Porque você estava me tratando daquele jeito?! Eu estava tão perdida, quanto às pessoas que assistiam aquilo tudo de fora. Já estava ficando difícil de respirar, e as besteiras que você falava ficavam cada vez mais sem nexo e grosseiras. "Eu nunca gostei de você. Você é uma trouxa de não ter percebido que eu era falso. Sua amizade pra mim nunca foi nada. Você não é nada pra mim." Você falou. E foi a última coisa que eu ouvi, antes de tudo ficar escuro e eu perder a consciência.

07 maio 2010

Irony bites.

Não é irônico que nos ignoramos aqueles que nos adoram, mas adoramos os que nos ignoram? Magoamos aqueles que nos amam, e amamos os que nos ferem?

Talvez não seja complexo em um nível intelectual, mas difícil, por um lado emocional.

30 abril 2010

- Alô?

Quem? Ahhh, manhêêêê! Como você tá? E o papai? E todo mundo? Aqui em Londres tá ma-ra-vi-lho-so. hahah Desculpa se eu não liguei antes, mas é que ainda não parei em casa direito. O Rupert quer que eu conheça todos os cantos de Londres de uma vez só, aí fica difícil. hahah Cara, você deu muita sorte, porque a gente já tinha saído de casa, mas aí eu vi que tinha esquecido minhas luvas e voltei pra... O que? Ai, mãe! É claro que eu estou me agasalhando, né. Se não já tinha virado um picolé. Heheh O problema é que, às vezes, eu esqueço, porque ainda não me acostumei a sair com milhões de roupas. Hm.. O que eu tenho feito? Bem, eu tenho acompanhado o Rupert em alguns eventos... AH, CONHECI OS GAROTOS DO MCFLY EM UM DESSES EVENTOS, ACREDITA? Ahn? Que? Nããão, mãe, eu não disse que eu fui ao McDonald’s, eu disse que conheci os McGuys, darrr! Hahah Tá, tá, mas deixa eu falaaaar, grrr. Eu e o Rupert vamos pra casa do Tom direto, né, porque sempre tem festinha lá, mas quando eu digo festiiinha, não tem nada de ‘inha’ hihihi Ou, então, a gente marca com o pessoal que fez Harry Potter e vamos pra um Pub qualquer beber um pouquinho e conversar... Não, não toca pagode nos pubs que eu vou! hahaha Viu as fotos que eu te mandei? Poucas? Hahahah Caramba, tá, tá, vou tentar tirar mais, não precisa gritar. Falando em gritar, você tinha que ver o escândalo que eu fiz quando conheci a JK... Ahn? Juscelino Kubitschek? Sério, vou ignorar isso que você acabou de falar. HAHAHAHA Continuando, conheci a Jk Rowling, autora dos livros do Harry Potter, e quase tive um treco. Haha Mas ela é muito fofa, ficou rindo do meu ataque, e depois me deu um abraço apertado... E... Peraí, mãe... (sussurros). Olha, o Rupert tá mandando um beijo e, puxando seu saco, dizendo que você é a sogra mais linda do mundo, e um abraço pro papai. Tá, mãe, eu sei que ele é lindo... Tá, mãe, vou falar... Mãe, tá... Mãe... Ei, menos, mãe, ele é MEU namorado! HAHAHAHA Ok, desculpada. Mamãe, agora eu vou ter que ir, porque eu e o Rupert estamos indo lá no Soho fazer umas comprinhas. Também te amo muito, e pode deixar que eu não vou esquecer de ligar. Manda beijo pro papai, e diz que eu o amo muito, e que estou morrendo de saudades de todos vocês. O que? Quando eu volto? Sei não, eeeein. HAHAHAH Beeeijos.


25 abril 2010

I'm in Miami, bitch.

Vai todo mundo mais tarde, então vamos depois também. Corre, corre, já estamos atrasados. Não é desse lado o ponto do táxi? Não, meu pai quer o número do salão primeiro. Liga pro meu pai. Liga pra Felipe. Estamos no táxi, vai logo. Opa, Rudá! Amigo, vai vir? Tô na fila já. Poxa, foi mal.. Cadê as meninas que ainda não chegaram? Vamos entrar logo. Não acredito que você vai dar 12 reais num maço de cigarro, seu viciado de merda! Igor, você por aqui. Merda, acho que torci meu pé. Pami! Ok, abriu a entrada. Que som é esse? Funk. LOL. Vamos dançar. Cadê o dinheiro, tá com ele na mão? Paga logo aí. As meninas? Ahh, elas encontram a gente lá dentro. Tunt tunt tunt. Quanto mato, tá me pinicando. Ninguém mandou vir de sandália. Mas é na perna, e não enche meu saco! Que chão horrível, assim eu não consigo dançar. Olha aquele viado ali, que engraçado, tá com máscara. Deve estar se sentindo a Lady Gaga. Risos. Tunt tunt tunt. Viiiic, aleluia, e as outras? Tão ali atrás. Gostosas! Quanto amor. Vamos, Dedéia, vamos dançar; agora que você chegou fiquei afim de zuar. Já é, vamos dar uma volta, catar macho. Dá beijinho, Lili. Já voltamos, garotos. Selinho pra cá, pra lá, pra cá. Opa, na boca. Vem ca, mas o pirulito é meu, não te dou. Ué, compra um pra você, 50 centavos ali. Me erra, não vou te dar. Tunt tunt tunt. Já pegou um branco hoje? Já, por que? Agora tá na hora de pegar um neguinho, temos cota! Quase há uma morte de tanta risada. Corre. Tunt tunt tun. Bru, vamos trocar, pega ele, que eu pego o amigo dele. Não! Tá, pode ser, vem cá. Beijo, beijo, beijo. O que, tá na hora de ir embora? Então vamos. Tchau gatinha, meus amiguinhos tão me esperando lá na porta. Até segunda, Vi. Fica bem, Mari. Arrassa, Dedéia. Beijos, me liga. Lili, Fael, Bi, vamos, tô aqui já. Vamos levar o Lili no ponto, da a mão, nenis. Quatro é par, ou não. Risos. Cadê o ônibus? Quero o garoto ali do bar. Tá olhando pra mim, tirou até a camisa. Tô com vergonha, vamos pro outro lado. Risos. Ih, olha as meninas vindo ali, e o ônibus nada. Vamos dividir táxi então. Nós aqui, vocês ali. É, obrigada pela noite. Amo vocês.

20 abril 2010

Palavras em vão, se vão.

Tenho tantos textos sobre o amor que eu ainda não postei, mas estou afim de mudar de assunto, só que não tenho outro, pelo menos não agora. A verdade é que a minha vida ultimamente insisti em ficar no ar, e não ir para o papel; então, como não estou a fim de brigar, a deixarei ficar aonde quiser. Mas quando ela parar de pirraça e resolver voltar em letrinhas, juro que postarei aqui, rapidamente. Peço que não me abandonem, pois não gosto da solidão - mas quando a necessito, simplesmente fujo, e me dou um tempo. Me esperem, não tardarei a voltar. Quem sabe com o feriadão - que não é tão 'ão' assim, pois terei aula de manhã e prova de tarde, na quinta feira - eu volte a exalar criatividade e sonhar tanto em palavras, como antes, como sempre.

09 abril 2010

Passarinho, que som é esse?!

Um dia, enquanto chorava, uma menina recebeu uma visita; mas uma visita diferente... No pé de sua janela havia um passarinho, muito pequenino e frágil, parecia que estava doente; então, rapidamente, a menina pegou uma gaiola, que tinha em sua casa, e colocou o passarinho dentro dela. “Vou cuidar de você”, pensou a menina. Os dias foram passando, e todas as vezes que a menina ficava triste, ela contava as suas tristezas para o passarinho, e como se sentisse, ele cantava e a encantava cada vez mais. Até que um dia, ao chegar do colégio, a menina se deparou com uma cena horrível: o passarinho havia morrido! Mas ela não chorou, apenas começou a cantarolar baixinho. Então, preocupada, sua mãe perguntou “Você não está triste, minha filha? Você gostava tanto desse passarinho...”, e para a surpresa da mãe, a filha respondeu que ele a havia ensinado uma coisa “Quando estiver triste cante, apenas cante, e tudo vai embora".

(Escrito por Andressa V. / Adaptado por Bruna Brasil)

05 abril 2010

Meu passado recente.

Bruna Brasil, chamada carinhosamente de Bululu. Tem 10 anos, atualmente cursa a 4ª série do fundamental. Passa a maior parte do recreio na biblioteca. É uma das mais inteligentes da turma, só tira notas boas, mas não estuda muito – apenas presta atenção nas aulas. Em casa fica em frente a televisão vendo desenho animado 24 horas por dia; almoça, lancha e janta na frente da mesma. Como só vê televisão o dia inteiro, seus deveres de casa acabam sempre sendo feitos 15 minutos antes de ir para a escola. Falando em escola, Bruna não se veste, já acorda vestida, pois sua mãe é uma fofa, e tem pena de a acordar tão cedo. Mora com sua mãe no Rio de Janeiro, e aos finais de semana vai para Niterói ficar com seu pai. Fez seis meses de Jazz, achando que estava fazendo balé, mas quando descobriu não se importou, pois gosta de qualquer tipo de dança e pretende ser uma dançarina mundialmente famosa. Pretende, também, ser uma grande jogadora de vôlei, por isso faz aulinhas de vôlei no Greip. Uma vez criou uma biblioteca para emprestar livrinhos aos seus amigos, querendo os incentivar a ler, porém, como muitos não devolveram os livros, ela entrou em crise – o que leva a crer que no futuro será muito ciumenta com os seus bebês! Bem, agora a pequena Bruninha – como quase ninguém a chama, pois, de pequena ela não tem nada – vai dormir, já que amanhã tem aula, e o transporte vai passar para buscá-la – e ela sempre vai na frente, porque é a mais fofuxinha dos amigos. Mas quem disse que ela se importa? Adora privilégios.