14 fevereiro 2017

Filmes de Janeiro.

Adoro fazer listas, principalmente ser for listas de um ano novo. Resolvi, então, desde que 2017 começou que eu iria anotar no meu Bullet Journal (não sabe o que é? Em outro post eu explico!) todos os filmes que eu visse. E como Janeiro já passou, vim compartilhar a resolução do primeiro mês do ano. Queria ter conseguido assistir 31 filmes, ou seja, 1 filme para cada dia, mas só consegui ver 19. De qualquer forma, tá ótimo :)


  • Agentes do Destino: a ideia do filme é boa, mas achei que ele vai se perdendo e o final é muito sem graça. Podia ter se desenvolvido melhor.

     
  • Para Sempre Alice: eu já li o livro e fiquei MUITO emocionada, então, infelizmente achei que o filme não transmite a mesma emoção. 


  • Jane Quer Um Namorado: me fez pesquisar sobre a Síndrome de Asperger.

  • Minha Mãe É Uma Peça 2: minha mãe é completamente diferente da Dona Hermínia, então, sei lá, acho o filme engraçado, mas nada demais. E o primeiro foi melhor!

  • O Bom Dinossauro: que bagulho triste!

  • Milagres do Paraíso: história real! da esperança pra vida.

  • Perfeita É A Mãe: Adoro a Mila Kunis entãão...

  • Mistress America: hm, chatinho... 

  • Já Estou Com Saudades: filmes sobre câncer é sempre pesado, mas a amizade das duas é linda e faz o filme valer muito a pena.

  • O Clube Das Mães Solteiras: adoro filme que tem várias histórias misturadas!

  • Simplesmente Acontece: esse tipo de filme me da agonia! mas nada comparado a "Um Dia".

  • Virei Um Gato: bobinho, mas amo gatos, então.. 

  • Como Ser Solteira: achei que fosse acabar sendo parecido com "Ele Não Está Tão Afim De Você", mas não é! 

  • O Seu Jeito De Andar: no inicio fiquei meio "como assim???", mas assistam até o final.

  • XxX - Reativado: O QUE O NEYMAR FAZ NESSE FILME, GENTE? Ok, passado isso, os efeitos especiais desse filme são ótimos! e adoro uma aventura, ainda mais com o Vin Diesel.

  • Um Suburbano Sortudo: tem uma ou outra coisa engraçada, mas muito fraco. Não sou muito fã de besteirol.

  • Minha Mãe E Eu: fraquinho, mas tem a Monica de Friends. ♥


  • A Garota Dinamarquesa: esperava mais do filme, de qualquer forma, é bom! E graças a Deus que só fui ver esse depois de já ter visto "Animais Fantásticos e Onde Habitam", ou não daria certo haha

Beeeeeeem, é isso! Já viram algum desses filmes? Tem algum filme para me indicar? Comentem ai!



27 janeiro 2017

Ano novo na Praia do Sono - Paraty - RJ.

Já estamos quase em fevereiro, e só agora eu vim falar sobre a minha viagem de ano novo. Mas, antes tarde do que nunca, ne? Rs Acho que esse é o meu mantra do blog haha

Então, assim como o ano novo passado em Arraial do Cabo, esse ano fui passar a virada na praia também, só que dessa vez na Praia do Sono em Paraty. ♥ Eu fiquei lá do dia 29 de Dezembro de 2016 ao dia 1º de Janeiro de 2017. Gente, que lugar! Sério, vocês tem que ir!


Foto que eu tirei do barco quando estava chegando na Praia do Sono.
Ida/Volta - Carro + Barco: Você pode chegar na ilha tanto por barco (R$ 60 para 2 pessoas - pagamento APENAS em dinheiro!) quanto por trilha. Eu fui de barco, então vamos do inicio: primeiro você tem que ir para o Condominio Laranjeiras em Paraty, lá você pergunta onde pega fica o barco/trilha para a Praia do Sono, e eles vão te indicar onde ir. Nesse local, se você quiser ir de barco, irá pegar uma senha para uma vaga na van (a van é de graça!) que irá te levar até o barco que sai de dentro do tal Condominio Laranjeiras. Porque não posso ir direto para o Condominio? Porque tem um controle da quantidade de pessoas que podem passar por dentro do Condominio. 500 dia de semana e 400 final de semana. Então, pegou a senha, chegou a sua vez de pegar a van, vão te levar pra onde fica o barco, pega o barco e tcharam, chegou! Agora um detalhe: a senha da van é um número para 2 pessoas. Se você não tiver alguém, lá na hora eles vão dando um jeito de te juntar com alguém. Isso acontece porque o barquinho só cabem 2 pessoas por vez. Mas, calma, são vários barcos! haha
Foto retira do site Trilhas no Rio De Janeiro.
Ida/Volta - Trilha: não passei pela trilha, então não tenho muito o que falar, mas pra chegar nela é o mesmo esquema: siga para o Condominio Laranjeiras em Paraty e lá peça informação. É pertinho de lá e do lado do local onde pega a senha para o barco.

Foto da Praia do Sono tirada pelo meu namorado.
Praia: a água estava numa temperatura ótima! Nem quente e nem gelada. Tava aquela água gostosa de ficar sabe? E sem ondas de tsunami, mas também sem ser lagoa. Resumindo: tava maravilhosa! E o melhor de tudo: sem tubarão risos nervosos. Só a areia que tava quente pra caralho.

Foto retirada do site Paraty Tur Br.
Cachoeira: a trilha até a cachoeira do Poço do Jacaré é bem tranquila, leva menos de 1h e da pra fazer de chinelo. Tem umas partes em que fica um corredor fechado cercado de plantas, cuidado pra não ser engolido por nenhuma delas brincadeira. Não esqueça de levar água!
Foto tirada por mim de dentro da barraca. Aproveita e me segue no instagram haha @brunabrasil1
Camping: eu fiquei no camping Raiz do Sono com um preço em conta pra época, paguei R$ 35 a diária. Entretanto, eu não o recomendo: dos dois chuveiros que tinham, no ultimo dia só um estava funcionando; lá não tinha papel higiênico – você que tinha que leva; o banheiro no ultimo dia estava imundo, assim como a cozinha; o espaço ficou pequeno pra tanta barraca. E bem, obvio que eu sei que os donos do campings não tem culpa se os hospedes são nojentos, porém, acho que, no mínimo, podiam tirar com mais frequência os lixos, pois os mesmos transbordavam. E claro, também sei que por ser alta temporada e ano novo acaba ficando lotado, mas se não suporta tanta gente, então não abra tanta vaga.
Foto de um dos restaurantes de lá, retirado do site Fui Acampar.
Gastos: eu fiquei meio chocada com o preço das coisas, como, por exemplo, um misto quente R$10 (ou R$12, agora não lembro ao certo), mas depois que conversei com o pessoal de lá, realmente, tem lógica as coisas serem caras. Primeiro, que lá não é de fácil acesso: ou você paga para entrar/sair de barco ou enfrenta uma trilha de acho 1:30h, ou seja, não é todo mundo que vai ou que conhece o local. Segundo, para os vendedores conseguirem os seus produtos precisam sair de la e ir buscar, então imagina a dificuldade. Terceiro, que só fica cheio mesmo em alta temporada (ano novo, carnaval, etc), o resto do ano fica vazio e tem uma porrada de coisa que nem abre. Então, é em época de festa que eles aproveitam para garantir o dinheirinho deles. 

Bem, é isso. 
E, POR FAVOR, GENTE, NÃO DEIXEM DE ADMIRAR O CÉU LÁ (na verdade, em qualquer lugar rs mas lá principalmente)! É MUITA ESTRELA, COISA MAIS LINDA! VI ATÉ ESTRELA CADENTE! ♥
Gif retirado do Tumblr.


17 janeiro 2017

"Salvos" do Facebook.

Sabe aqueles links/postagens/videos que você vai salvando no facebook pra ler depois e acaba deixando pra lá? Pois é, por questões de preguiça e medo de acabar com o 3g eu tenho um monte dessa galera esquecida em "Salvos". Resolvi começar o ano me desapegando disso também :) Então, vou colocar tudo aqui e zerar lá. Segue o baile!

Receitas Doces:
Receitas Salgadas:
Textos:
Dicas:
Beleza:
Ai, é muita coisa salva. Fiquei com preguiça. Outro dia faço uma postagem com o que falta. Ou talvez eu apague logo tudo e deixe pra lá. Inté.

05 dezembro 2016

Doe-se.

Ontem eu conheci a Débora, menina negra dos olhos verdes - que nem os da sua tia, que a acompanhava. 9 anos, tem um gato, mas prefere cachorro. Sua irmã se chama Agatha. Débora não sabe ler, mas se encantou pela historinha do Lobisomem da Turma da Mônica, mesmo sem conhecer - ironicamente vestia a camisa da "dona da rua". Disse que eu aparentava 22 anos e que eu era muito bonita, mesmo vestida com um enorme jaleco de manga verde-musgo e luvas - já que a Débora não podia ter contato físico com ninguém. O câncer foi descoberto recentemente através de uma infecção que a mãe achou ter virado caxumba. Aliás, a mãe de Débora ainda não aceita muito bem a situação "a milha filha com câncer? Não é possível". Débora tem lindos cabelos crespos que precisarão ser raspados para o tratamento. Um passarinho nos contou que ela anda sem fome, e na mesma hora ela olhou braba para tia, chateada por ter sido caguetada. Quase não a vi sorrir, e quando sorria, não sei dizer exatamente se ria comigo ou se ria de mim "que moça boba tentando me animar". E, de verdade, não importa, pois o olhar de Débora pra mim já falava muito mais.
João Vitor tem 12 anos, branquinho, careca e possui 2 irmãos e 1 irmã - que nem eu. Perguntei se gostava do natal e me respondeu que sim, mas que iria passar ali. A mãe respondeu correndo que não, e ele desanimado falou "vou, mãe, tem o resto do tratamento". João me aparentou bem ciente da sua situação. Mas ainda assim, com sorrisos tímidos, conversou bastante conosco. Sua comida preferida é batata-frita e tá louco pra ir para a casa e poder comer a comidinha da mãe - ele disse que ela cozinha bem. Adora jogar futebol e vídeo-game. No vídeo-game, quando joga futebol, prefere o Barcelona e disse que sempre vence. Não duvido muito, pois João Victor irá receber alta na terça. Ele já é um vencedor.

Érica tem 2 anos, loirinha do cabelo liso e olhos azuis. Estava com a sua mãe que não aparentava ter mais de 20 anos. Érica se interessou pelo livro das princesas, no qual só haviam vestidos e sapatos para destacar; por um álbum de figurinhas de futebol incompleto; e por um livro de bichinhos que ficava com os olhinhos mexendo, esse foi o seu preferido. A pele dela é bem branquinha, o que permite que vejamos todas as marcas roxas que as agulhas deixaram, porque há mais de um dia não encontram a sua veia. Isso fazia jus ao pavor que ela sentia da enfermeira. Já o palhaço que estava com a gente criou um sentimento de amor e ódio na menina: se ele chegava perto ela chorava de medo, mas se ele ia embora ela chorava também - imagino que de saudade. Teve uma hora que ela ficou em pé na cama e correu pra cima de mim: estava contente, um monte de gente ali, ria sem parar.
Essas são 3 das várias crianças e 1 jovem que eu conheci ontem e que estão internados no HemoRio. Todos tem câncer. A única diferença entre eles é o tempo em que irão ficar ali - uns chegando e outros indo. Quando eu estava subindo o elevador do Hospital, achei que fosse me acabar de chorar, mas não derrubei uma lágrima. Quando você vê aquelas crianças sendo tão fortes, você não se sente no direito de sofrer. Ou melhor, você não quer sofrer, quer apenas transbordar amor, oferecer palavras de conforto e irradiar sorrisos e brincadeiras. Espero que todos saiam logo dali e voltem para as suas casas com aqueles que os amam - e pela porta da frente. E se eu dei algo pra eles aquela tarde... Bem, pode ter certeza que eu ganhei muito mais! Por isso eu digo: façam trabalho voluntário, seja em orfanato, hospital, escola, com criança, adulto ou idoso. Vocês nunca mais serão os mesmos!

08 novembro 2016

"Porque quando vira nó, já deixou de ser laço." (Mario Quintana)

"Existem certos lugares e determinadas pessoas que deveremos definitivamente riscar de nossas vidas, como algo a ser evitado, assim como comportamentos que só serviram para nos afastar de sorrir. Insistir em manter próximo a nós quem e o que não acrescentam, não alegram nem somam, equivale a apertar a tecla da infelicidade mais de uma vez. (...)

Prefira estar sozinho a se acompanhar por quem jamais amenizará a sua solidão.

(...) Não tente voltar a sorrir naqueles lugares onde sua alegria foi anulada, onde sua essência foi perdida, onde seu amor foi recusado. Não fique onde sua respiração torna-se ofegante, onde o suor frio cobre suas têmporas, onde você se sente um nada. Sempre haverá novas moradas, outros empregos, ambientes diferentes, onde nos encaixaremos sem precisar abrir mão de nossa dignidade. (...)

Não implore por aquilo que você tem condições de receber naturalmente, de coração e peito abertos, com carinho de verdade. Desprenda-se de nós que apertam e construa laços serenos com gente que sabe compartilhar e dividir, sem cobranças, sem afetação.

Não é fácil rompermos com as amarras que nos limitam em nossa zona de conforto, a qual, na verdade, incomoda-nos em muitos aspectos. Termos a coragem de agir pensando em nossa felicidade, mesmo que soe a egoísmo, deixando para lá o que emperra o nosso caminhar seguro, nunca poderá ser fonte de arrependimentos. Mesmo que demore, somente assim iremos olhar para trás de uma distância segura e sorrir, na certeza de foi o melhor a ser feito. Porque optar por si mesmo salva e liberta. Sempre."


Texto de Marcel Camargo. Texto completo disponível em: http://www.contioutra.com/nao-procure-felicidade-no-mesmo-lugar-em-que-perdeu/

01 setembro 2016

Deixa a (c)alma respirar.

Por favor, para com isso. Respira, fecha os olhos. Sei que nem ficar de olhos fechados você consegue porque fica agoniada, mas tenta. Para de se preocupar com tudo que as pessoas falam, para de se preocupar com o que você falou ontem e com o que vão pensar. Alivia essa tua alma, menina. Alivia esses teus pensamentos. Infelizmente as pessoas falam muita coisa da boca pra fora e não sabem a intensidade que o outro possa receber isso. Mas não deixa isso te abalar, não. Coloca a sua felicidade na sua própria mão. Entenda que o que pensam de você não importa, entenda que você não tem como controlar o mundo. Então viva um dia de cada vez, um segundo de cada vez.. Para de pensar daqui há 2 horas, daqui 5 dias, daqui há 5 anos. Nós não sabemos do futuro, menina. Deixa ele só chegar.. Porque cada futuro é na verdade o presente. Então, relaxa... Relaxa, respira - mesmo eu sabendo o quanto você odeio quando te falam isso -, mas além do corpo, deixa a sua alma respirar, pare de a sufocar com tanto pensamento. Estamos combinadas assim? 
Se acalma, tudo passa, você sabe disso melhor do que ninguém... Tudo vai ficar bem.

29 março 2016

Com pequenas mentiras perdemos grandes pessoas.


"Ninguém gosta de mentiras, por mais piedosas ou pequenas que sejam. Não é bom que decidam por nós o que devemos ou não devemos saber, como devemos fazer e por quem devemos enterrar algo.


Não há nada mais avassalador que a mentira e a hipocrisia, pois ambas nos fazem sentir como se fôssemos pequenos e vulneráveis, nos fazem desconfiar do mundo e criar uma proteção de gelo que acaba nos rompendo por dentro. Por isso, com pequenas mentiras perdemos grandes pessoas porque mil verdades são colocadas em dúvida e centenas de sentimentos que acreditávamos serem sinceros também.

A enganação alimenta o mau costume de manipular e fragmentar as experiências e os sentimentos alheios, algo que nos converte em vítimas e que acaba sendo intolerável na hora de procurar o bem-estar e o conforto dentro de uma relação.

Eu gosto que me digam a verdade, e eu verei se dói ou não.

Quando um sentimento tão importante como a confiança se quebra, algo se despedaça em nosso interior. É verdadeiramente triste que boas relações e amizades sejam destruídas por culpa de algo que poderia ter sido evitado.

De fato, quando nos damos conta ou descobrimos que fomos enganados, geralmente pensamos que por mais dura que pudesse ser a realidade, poderíamos tê-la suportado muito melhor que a traição de nossa confiança.

Quando descoberta, a mentira sempre provoca mais dor que a verdade. Além disso, não devemos esquecer que o fato de que a verdade um dia seja revelada é algo muito provável pois, como bem sabemos, a mentira tem perna curta.

De qualquer modo, cabe dizer aqui que não podemos exigir sinceridade e sempre nos ofendermos quando alguém fala a verdade, sendo essa dita com respeito. Isso é importante porque muitas vezes consideramos uma pessoa sincera chata ou “mala”, menosprezando os atos de boa fé.

Seja como for, sempre devemos tentar olhar tanto o engano e a mentira, assim como a sinceridade, sob diferentes prismas. Porque por vezes é tão duro dizer algo que simplesmente fica impossível dizê-lo.

A sinceridade é a base de toda a confiança.

Todos temos a crença explícita e implícita de que a qualidade de uma pessoa depende de sua capacidade para ser sincero e para se mostrar com clareza perante o mundo e perante as pessoas que a rodeiam.

Do mesmo modo, pressupomos que a base de todo carinho sincero é precisamente a aceitação total e absoluta, sem poréns, condições ou desculpas. Ou seja, em princípio entendemos que não temos que mentir nem ocultar nada a quem queremos bem e a quem nos quer bem.

Mas talvez, quanto mais carinho exista numa relação, mais expectativas sejam criadas. O simples fato de crer que vamos um dia decepcionar as esperanças e expectativas que os outros depositam em nós nos faz, em algumas ocasiões, cometer o erro de crer que pequenas mentiras podem ser justificadas se nesse contexto.

Como vínhamos dizendo, no entanto, isso não ocorre dessa forma. Por muito que nos custe entender, devemos parar para pensar o que nos decepciona mais, a falta de sinceridade ou a verdade, apesar de esta comprometer momentaneamente o ideal que os demais têm de nós.

Todos cometemos erros, mas podemos pensar que ocultar o que não se pretende dizer é um erro a mais. É nossa responsabilidade contemplar todas as possibilidades e ser tolerante com os outros do mesmo jeito que gostaríamos que fossem tolerantes conosco.

Partindo desse ponto, cabe a nós analisar se somos capazes de perdoar ou não e como podemos lidar com a situação. E mesmo assim, não podemos nos esquecer de que o fato de que exista o perdão não deve ser uma justificativa para que machuquemos os outros ou os outros nos machuquem.

No final, são as relações de carinho sincero as que são capazes de suportar qualquer verdade e toda a realidade que a acompanha. Mesmo assim, as mentiras podem destruir e devastar a confiança, algo que custa centenas de experiências para construir e apenas um segundo para quebrar.

Devemos, portanto, ter bastante cuidado nesse ponto, que é o mais importante ou ao menos um dos mais importantes de nossas relações afetivas de trocas positivas. Não esqueçamos que a mentira, por mais dura que seja, é uma ótima oportunidade para crescer e selecionar melhor as pessoas que nos rodeiam."

04 março 2016

Ontem me mataram.

"Ontem me mataram.
Neguei-me a deixar que me tocassem e com um pau arrebentaram meu crânio. Me deram uma facada e me deixaram morrer sangrando.
Como lixo, me colocaram em um saco de plástico preto, enrolada com fita adesiva, e fui jogada em uma praia, onde horas mais tarde me encontraram.
Mas, pior do que a morte, foi a humilhação que veio depois.
Que roupa estava usando?Não, preferiram começar a me fazer perguntas inúteis. A mim, podem imaginar? Uma morta, que não pode falar, que não pode se defender.
Por que estava sozinha?
Como uma mulher quer viajar sem companhia?
Você se enfiou em um bairro perigoso. Esperava o quê?
Questionaram meus pais, por me darem asas, por deixarem que eu fosse independente, como qualquer ser humano. Disseram a eles que com certeza estávamos drogadas e procuramos, que alguma coisa fizemos, que deviam ter nos vigiado.
E só morta entendi que para o mundo eu não sou igual um homem. Que morrer foi minha culpa, que sempre vai ser. Enquanto que se o título dissesse foram mortos dois jovens viajantes as pessoas estariam oferecendo suas condolências e, com seu falso e hipócrita discurso de falsa moral, pediriam pena maior para os assassinos.
Mas, por ser mulher, é minimizado. Torna-se menos grave porque, claro, eu procurei. Fazendo o que queria, encontrei o que merecia por não ser submissa, por não querer ficar em casa, por investir meu próprio dinheiro em meus sonhos. Por isso e por muito mais, me condenaram.
E sofri, porque já não estou aqui. Mas você está. E é mulher. E tem de aguentar que continuem esfregando em você o mesmo discurso de fazer-se respeitar, de que é culpa sua que gritem que querem pegar/lamber/chupar algum de seus genitais na rua por usar um short com 40 graus de calor, de que se viaja sozinha é uma louca e muito seguramente se aconteceu alguma coisa, se pisotearam seus direitos, você é que procurou.
Peço a você que por mim e por todas as mulheres que foram caladas, silenciadas, que tiveram sua vida e seus sonhos ferrados, levante a voz. Vamos brigar, eu ao seu lado, em espírito, e prometo que um dia seremos tantas que não haverá uma quantidade de sacos plásticos suficiente para nos calar."
(Texto de Guadalupe Acosta, retirado da reportagem: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/03/02/internacional/1456911848_192026.html)

17 fevereiro 2016

2º dia em Buenos Aires - hotel

Voltei :) Continuando...
  • Hotel.
Apesar de não ter muito o que falar, já que não fui eu que selecionei o hotel, pois já veio fechado no pacote do Hotel Urbano, só tenho uma observação para fazer: verifiquei bem o local em que o hotel está localizado. Acho muito importante a questão de localização por causa de transporte público, movimentação, praticidade, proximidade com farmácia, mercados, restaurantes, etc.

Sobre o Hotel Regis, o hotel que eu fiquei, tenho prós e contras.

Prós:
  1. Localização é ótima. Próximo ao Obelisco e ao Puerto Madero. Perto de mercado, restaurantes, farmácias, cinemas, etc.. Além de muitas opções de ônibus.
  2. Tinha banheira no meu quarto :P E é tudo bem limpinho.
  3. O café da manhã fica servido um bom tempo: das 7h as 11h.

Contras: 
  1. O café da manhã apesar de gostoso é sempre o mesmo todos os dias, e não tem nada para colocar no pão, como queijo e presunto, apenas manteiga, geléia e doce de leite.
  2. Tinha mil opções de wifi do hotel, mas nenhuma estava funcionando no meu andar (fiquei no 4º).
  3. A menina da limpeza jogou uma garrafa de cerveja que estava vazia fora, porém, era da coleção do meu namorado. Independente de estar vazia ou não, a garrafa não estava na lixeira, então não gostei de terem a jogado fora sem permissão. Reclamei disso na recepção, ficaram de nos dar uma garrafa nova, mas... vocês receberam? Porque eu não.
  4. Colocamos o aviso de "não perturbe" na porta quando fomos para o Uruguai (passamos 2 noites fora) e quando chegamos haviam retirado o aviso da porte e entrado para arrumar o quarto. Não respeitaram o nosso pedido de não entrar no quarto.
Acho que é isso. Agora vou contar um pouquinho do 2º dia em Buenos Aires. :)


1. Acordamos e tomamos café da manhã no hotel com muito dulce de leche e medias lunas (doce de leite e croissant).
Media luna y dulce de leche. Trouxe um monte desses potinhos pra casa. hehe

2. De ônibus fomos novamente tentar pegar o cartão VOS, mas ai o responsável por lá informou que estavam com um problema e só dentro de 15 dias. OK, nada de descontos para Bruna! :(

3. Depois ficamos resolvendo se íamos mesmo no estádio Monumental ou não, até que meu namorado disse que não queria ir - e como eu só iria por causa dele - pegamos o ônibus e fomos direto para o Barrio Chino.
Entrada e rua do Barrio Chino.
Pinturas nas paredes no Barrio Chino.
4. Ao sairmos de lá começamos a caminhar para o ponto, quando vimos uma plaquinha informando que o estádio Monumental estava perto, então resolvemos dar uma passadinha. Confesso que não era tão perto quanto a plaquinha informou haha Mas era razoável e a rua que pegamos era linda, silenciosa e cheia de árvores.

5. No estadio Monumental do River Plate tem a opção de visitar o museu de lá + o tour pelo estádio no valor de $ 150, mas nos não quisemos ir.
Estádio Monumental do River Plate.
6. Voltamos pela ruazinha legal até o ponto de ônibus para podermos ir ao Jardín Japonés ($ 70). Que lugar lindo! Sério, acho que foi um dos meus passeios preferidos por lá :) De lá a ideia era visitar também os Bosques Palermos, onde tem uns lagos maneiros e tal, mas estava tão calor e a fome já estava apertando, que eu e meu namorado esquecemos.
A 1ª foto é a entrada do Jardín Japonés e a 2ª é uma das pontezinhas que tem lá.
A 3ª foto é a minha preferida e a 4ª me segurei para não bater nesse treco e sair correndo.

7. Seguimos andando até o próximo destino...
Parei no meio da rua pra tirar foto de um local aleatório, sim! :P
8. Chegamos na Floralis Genérica, que fica em um parque onde você pode sentar em umas cadeiras de praia com guarda-sol e relaxar. Fizemos isso um pouquinho, pois o calor estava brabo, e tínhamos andado bastante.
Vista da cadeirinha para a Floralis Generica.

9. De lá continuamos andando, passando pela Facultad de Derecho, pela ponte legal e colorida que tem lá também, e fomos nessas flores legais que eu já tinha visto na internet, mas não lembro o nome. :(
Facultad de Derecho
As flores gigantes que estão no meio da pracinha, mas que não sei o nome.
10. Eu tinha me programado para ir ao Cemitério da Recoleta e a Biblioteca Pública de Buenos Aires, só que não sabia onde ficava e como o meu namorado já estava desesperado de fome e eu também, resolvemos voltar para o centro e procurar um local para comer por lá. Depois, quando cheguei no hotel, descobri que os locais que eu queria ir, estavam a uma quadra de onde pegamos o ônibus para voltar, mas ok.

11. Queríamos comer comida (aka arroz), por isso escolhemos um restaurante próximo ao nosso hotel que estava com o frango empanado + arroz ou batatas por $ 130. Eu pedi com arroz, meu namorado com batata e dividimos. Somando os 2 pratos + 2 pepsis + serviço de mesa para duas pessoas deu $ 370, se não me engano.

12. Depois... Não lembro mais o que fizemos haha Desculpa!


Amanhã volto para contar sobre o 3º dia em Buenos Aires e a nossa ida de madrugada de barca para Montevidéu no Uruguai. Hasta Luego!


16 fevereiro 2016

1º dia em Buenos Aires - câmbio, translado hotel>aeroporto, onde comer.

Após aquela confusão toda - leia a Última Chamada e você irá entender - chegamos em Buenos Aires pelo aeroporto Aeroparque que é mais perto do centro de Buenos Aires do que o Aeroporto de Ezeiza - mas a escolha não foi nossa, foi do Hotel Urbano mesmo, onde compramos o pacote.

  • Câmbio.
Nããão troquem dinheiro no Brasil! Sério, todo mundo que eu conheço que trocou no Brasil antes de viajar teve prejuízo. Lá eu fiz amizade com um casal que trocou R$ 1 a $ 2,40. Isso é muito pouco comparado com o valor que estava valendo.

Trocamos um pouco do dinheiro ainda no aeroporto Aeroparque, afinal, precisamos de pesos argentino para chegar no hotel, né? Então ficamos numa fila um tanto grande e pegamos a cotação de R$ 1 = $ 3,60. Ao trocar o dinheiro você se sente rico, mas não se anime, pois as coisas lá em Buenos Aires não funcionam nos valores iguais ao do Brasil. Por exemplo, só um hamburguer no McDonalds é $ 33, um prato em um restaurante $ 160, e por ai vai.. Tudo (ou pelo menos 99%) tem acima de 2 digitos.

A verdade é que eu troquei pouco dinheiro no aeroporto, porque acreditei que a cotação estaria muito mais baixa do que nas casas de câmbio, mas ao que parece, depois que trocou o presidente de lá, ele liberou o mercado de câmbio, então o câmbio paralelo - que é o câmbio que funciona fora dos meios oficiais - não é mais tão vantajoso. Isso é, na Calle Florida tem um monte de gente gritando "CAMBIOOO, CAMBIOOO, CAMBIOOO" o dia inteirooo praticamente, mas não sei se é legal trocar o dinheiro com esse pessoal na rua não. Soube de histórias na qual o dinheiro era falso. Mas de qualquer forma, depois que sai do aeroporto, mais próximo ao meu hotel, eu fui trocar o resto do dinheiro no Cambio Brazucas, o qual eu já vinha acompanhado na internet, pois eles postam a cotação todo dia. Lá também estava R$ 1 = $ 3,60. Hoje, no entanto, está R$ 1 = $ 3,70.

Agora uma dica que, infelizmente, só fui perceber depois: não troquem todo o dinheiro, fiquem com alguns reais no bolso também, porque tem restaurantes que aceitam o pagamento em real e a cotação, as vezes, é melhor. Por exemplo, eu consegui R$ 1 = $ 3,60, né? E tinha restaurante fazendo R$ 1 = $ 4.

  • Aeroporto ► Hotel.
Como eu falei na postagem anterior - na qual ensinei a montar roteiro, lugares e transporte - eu sou do tipo que prefiro andar de ônibus, quando isso é possível. Então tinha me programado todinha para ir do Aeroporto Aeroparque (o Ezeiza, como também citei anteriormente, é bem longinho para ir de ônibus para o centro) de ônibus para o hotel. 
Sabia que teria que conseguir moedas, pois só aceitavam o pagamento assim no ônibus. Ai compramos (plural, eu e meu namorado rs) uma água lá porque estavamos com sede e precisavamos de moedinhas - já que esquecemos de pedir as moedas na hora do câmbio -, mas ainda assim não tinha dado os $ 16 ($ 8 de cada) da passagem, então compramos uma cerveja absurdamente cara no aeroporto, maaaas ainda assim não tinhamos os malditos $ 16 em moedas.
Já no desespero pelas moedas, fui perguntar na banca se o moço podia trocar para mim ee... Ele me informou que os ônibus não estavam mais aceitando moedas, só cartão SUBE - expliquei tudinho sobre o SUBE na postagem anterior, corre lá pra ver - mas adivinha? No aeroporto não vendia o cartão. 
Me indicaram pegar o ArBus, um ônibus executivo com ar, wifi, etc que sai a cada 30 minutos do aeroporto e deixa os passageiros em pontos fixos pela cidade e são $ 30 por pessoa. Seria ótimo, pois nos deixaria próximo ao Obelisco que fica próximo ao nosso hotel. Porééém, o pagamento só poderia ser no cartão de crédito, e já tinha tomado um susto com a compra internacional que fiz nas passagens de barca de Buenos Aires para Montevidéu, então resolvi não arriscar em ficar a mercê da cotação do dólar.
ENFIM, resumindo: tivemos que pegar um táxi mesmo. Preferimos não pegar na saída do aeroporto e fomos andando um pouquinho mais pra frente, e lá pegamos um táxi. Veja bem:
  1. Se você tiver carão (eu fiquei com vergonha) insista para o taxista ligar o taximetro, pois a maioria não liga e quer dar um valor fixo.
  2. Esse valor fixo, geralmente, é absurdamente alto. Eu paguei $ 150 para o centro, o que é um valor razoável levando em conta os valores cobrados no "preço fixo", mas ainda sim poderia ter saído mais parado no taximetro, de acordo com que o pessoal lá me falou.
  3. Apesar de ser obvio que você não é dali, por estar chegando com mala e com cara de perdido no caso estou me descrevendo haha dê uma pesquisada antes para saber informar certinho a rua na qual está o seu hotel, de preferência a rua dele e a rua que a corta, por exemplo, o meu ficava na rua Lavalle com a rua Esmeralda, então, "voy a Lavalle y Esmeralda" ou algo do tipo.
Agora na volta para o aeroporto, tente reservar algum táxi e pechinchar! Estavam cobrando em torno de $ 600 do centro para o aeroporto Ezeiza (aquele que eu disse ser longe), mas o casal que fizemos amizade lá, conseguiram desenrolar pra gente por $ 400. ;)

  • Onde comer.
Olha, uma das minhas preocupações antes de ir para Buenos Aires era onde comer bem e sem gastar muito, pois só via as pessoas falando em comidas a partir de $ 150 por pessoa. Porém, em um dos instagrans de Buenos Aires que eu seguia, comentei perguntando se com $ 70 pesos eu conseguiria fazer as minhas refeições e apareceram duas pessoas lindas falando que dava sim, mas não me indicaram o local haha De qualquer maneira, já me animou para procurar direitinho por lá, e eis que o meu primeiro achado foi na Pizzaria Kentucky: 2 pedaços de pizza de mussarela + 1 pedaço de fainá (prova, é gostoso! lá eles comem isso com a pizza) + 1 copo de gaseosa (é refri, gente!!!) ou chopp, isso tudo por apenasssssssss $ 48 (tem uma foto láá embaixo desse lanche). Então, sim!! Da super para comer bem e por menos de $ 150. Então, dêem uma olhadinha antes de sentar para comer! E cuidado que tem alguns lugares que cobram o servicio de mesa, para você não ficar esperando um valor e esquecer de somar com isso. 
Os meus achados, além desse que eu citei agora, foram:

1 pizza grande + 1 coca-cola 2 litros = $ 90 (dividindo com 3 pessoas, $ 30 pra cada)
2 empanadas (é tipo um pastel ou um trouxinha. delicioso!) + 1 copo de refri = $ 41
1 prato ótimo e cheio em um self-service = $ 75
1 hamburguer + 1 refri + 1 batata frita pequena = $ 79

A cerveja Quilmes compramos no Carrefour. Simm, tem Carrefour lá, mas é laranjinha a cor rs Se não me engano, estava $ 18 cada garrafa litrão, e tivemos que pagar + $ 21 pelos cascos (foram 3), mas guardando a notinha fiscal e dentro de 3 ou 5 dias, não lembro, você pode devolver a garrafa vazia e trocar esses $ 21 por algum produto no mercado.

Roteiro do 1º dia.
Friso, novamente, que estava localizada na rua Lavalle, próxima ao Obelisco e que cheguei no hotel em torno das 16h, então o roteiro do dia foi:

1. Pousamos no Aeroparque, trocamos um pouco de dinheiro no Banco de la Nácion Argentina e pegamos um táxi para o Hotel Regis.
2. Chegamos no hotel, guardamos as malas e fomos trocar o resto do dinheiro no CambioMais Brazucas.
3. Compramos e recarregamos o cartão SUBE.
4. Pegamos o nosso primeiro ônibus, com a ajuda do "ComoLlego" rs e fomos na Plaza Houssay, onde fica o Campus BA e lá que eu havia marcado a retirada do cartão VOS (feito previamente na internet, falei dele no post anterior também!) mas o sistema deles não estava funcionando. Então paramos um pouquinho na praça e ficamos vendo os cachorrinhos lá. E sabe o que tinha nessa praça além de muitos cachorros? haha Uma bicicleta que, conforme você pedalava, ela recarregava o seu celular!!! E qualquer um podia usar (só precisava do cabo pra conectar).
Plaza Houssay.
5. De lá fomos andando até a livraria El Ateneo. É um lugar essencial para quem é amante de livros como eu, pois era um antigo teatro que agora é a segunda livraria mais linda do mundo, de acordo com o jornal The Guardian. E realmente, lá é encantador! 
Livraria El Ateneo Grand Splendid.
6. Resolvemos voltar andando para o hotel, olhando os prédios e parando em duas pracinhas para descansar e apreciar o verde um pouquinho. :)
Primeira praça que paramos após a livraria - Não lembro o nome.
Segunda praça que paramos após a livraria - Não lembro o nome.
7. Chegando já próximo ao hotel, começamos a procurar um lugar para lanchar/jantar. Encontramos a pizzaria Kentucky com uma pizza deliciosa e o barata! Aquela que citei no tópico "onde comer".
Lanche na Pizzaria Kentucky para 2 pessoas. Isso em cima da pizza é a fainá. 
8. Do ladinho tinha um Carrefour, então passamos lá para comprar umas cervejas Quilmes (não sou muito fã de cerveja, mas essa me ganhou rs). Lembrem-se do que falei sobre o valor do casco comprando no mercado, viu?

9. Na volta para o hotel, demos uma parada para ver melhor o Obelisco e fomos para o hotel descansar - pois os nossos pés já estavam doendo bastante rs - e curtir o fim da noite abraçadinhos em nossa primeira viagem em casal para outro país :P
Foto que EU tirei e meu namorado postou como se fosse dele (reclamo mesmo haha).

Eeeeeeee é isso! Vejo vocês no roteiro do dia 2. Besos! :)